sábado, 12 de abril de 2014

Capítulo 13 (Penúltimo) ;(


                                      "E me disseram que somos do tamanho dos nossos sonhos!"

Eu sempre soubera que minha história era diferente, os humanos me ensinaram isso: sua tristeza nunca será maior do que a sua vitória, então tenha paciência para quando ela chegar. Eu sabia, pelas coisas que eu era capaz de fazer que o desfecho de tudo isso seria muito maior do que eu jamais imaginara.
Mas mesmo assim, mesmo me preparando psicologicamente eu não me senti à vontade subindo em uma nave espacial e voando pra outro planeta, quer dizer, quem se prepara pra isso?
Porém lá estava eu, atravessando a camada de ozônio e entrando no espaço, de verdade.
Passei as mãos pelo rosto, sentado em um tipo de banco dentro da nave do Lyam. Mary ficou no hotel, pois ele dissera que os belovianos não voltariam lá agora que já tinham Damara. Ela ficaria segura. Claro que eu não estava tão certo disso, mas o que eu podia fazer? Desde que entrei nessa furada por acaso tudo o que tenho feito foi receber ordens, ordens de pessoas que se dizem aptas pra me ajudarem a alcançar meu objetivo. E que objetivo é esse? Ah, sim, salvar um planeta, talvez uma galáxia inteira.
Isso era uma guerra universal e eu não me sentia nem um pouco pronto, na verdade? Quem eu era? Só um camponês, porcaria!
Estava começando a respirar ofegantemente.
Lyam chegou perto e se sentou do meu lado. Franzi o cenho.
- Quem tá pilotando a nave?
- Está no piloto automático. A rota até Soldin é padrão e ela pode ir sozinha, isso é perfeito pra quando estou cansado e quero dormir. - ele riu. Voltei a olhar pra frente, ou seja, pro nada - Você tá bem?

Ergui um canto da boca.
- O que você acha? - ele respirou fundo.
- Eu sei que é um fardo grande demais pra qualquer um suportar. - revirei os olhos - Mas acredite em mim quando digo que você tem potencial pra terminar essa situação em um piscar de olhos. - bufei.
- É exatamente por isso que eu to irritado. Tenho medo de decepcionar todos vocês, de não conseguir salvar minha filha e... - o restante da fala não saiu, a possibilidade de perder Damara não passava pela garganta.
- Não precisa se preocupar, você já esteve em situações semelhantes e se virou muito bem. Acredite em mim, vai dar tudo certo!

Chegamos ao planeta de Soldin. Não era nada do esperado, quer dizer, a civilização era quase da renascença, mas quase tudo se assemelhava à Terra. Até mesmo as formas de vida. Humanoides? Eu não estava surpreso. Dei alguns passos a frente para sair da nave quando Lyam me interrompeu.
- Vai precisar disso. - ele me deu uma máscara de oxigênio. Não discuti, apenas coloquei-a. Ele apertou um botão na parte de trás da máscara e um ventinho soprou em minha boca e nariz - Pronto, agora vai poder respirar lá. Seu organismo se acostumou à atmosfera terráquia, um minuto em Soldin e você cuspiria sangue.
- Obrigada, mas e você?
- Sou um viajante, meu organismo se adapita a qualquer local. Fui feito para levar mensagens de planeta em planeta. Isso é completamente normal para mim.

Mas não pra mim!
Descemos da nave, apenas para sermos recebidos por um grupo de homens vestidos com túnicas pretas que sorriam para nós de forma receptiva. O que estava mais à frente continuou com seus passos quando os outros pararam. Tocou meu ombro amigavelmente e disse:
- Seja bem-vindo, filho de El, é uma grande honra e prazer imenso recebê-lo aqui.

Esse homem que eu supusera ser o líder, ou como Lyam dissera, o rei, nos levou para uma instalação gigantesca, que se assemelharia a um castelo se estivéssemos na mitologia nórtica seria o lar do Thor. Havia uma sala ampla no fim de um corredor enorme por entre os cômodos desse castelo, na qual mapas de rotação para navegação, exército e outros. Os conhecia de alguns filmes, mas não pensem que fossem parecer os mesmos aqui, só que a diferença surgiu quando, em um gesto de mãos, o rei
transformou todos os mapas e maquetes em hologramas dourados. Contive o espanto e apenas o observei organizá-los.
- Estes mapas contém o território de Belovian organizado, podemos planejar uma rota de ataque com muito mais amplitude.
- Sim, mas... - Lyam tentou, porém o rei o interrompeu.
- Silêncio, viajante! Você não se pronuncia na sala de planejamentos. E por que está aqui? Não tem permissão.
- Ele é meu amigo! - falei e todos me encararam - Tem me ajudado mais do que qualquer um nos últimos dias e é mais do que merecedor ficar aqui.
- Certo... - o rei falou e se virou para Lyam - O que tem a dizer, viajante?
- Kal-El não se lembra de seu passado ou de nada que aconteceu na guerra.
- Minha esposa retirou minhas lembranças por medo que os belovianos de Olten me encontrassem e matassem.
- Mas não faz sentido. - o rei disse - Olten é... - Lyam interveio.
- Não! O cérebro dele fritou no processo, qualquer carga excessiva de informações pode sobrecarregá-lo.

O silêncio predominou no ambiente e todos assumiram a mesma feição preocupada que tenho visto nos últimos cinco dias e isso já tava me cansando. Suspirei.
- Sei que sabendo demais posso morrer e que sou a única esperança de vocês. Mas minha filha e minha esposa estão correndo risco de vida nesse exato momento e eu juro que farei qualquer coisa que for preciso pra salvá-las. - então abaixei um pouco a voz - Não tenho medo de morrer, quero ajudar. E não é só por mim, pessoas inocentes na Terra estão sendo feitas reféns e morrendo neste exato momento.
- Sim, estamos cientes da situação.
- Ótimo. Então, qual é o plano?
- Esperávamos que você nos dissesse.
- Eu? - ri sem humor - Não tenho experiência em liderança de exércitos.
- Ah, você tem. - Lyam me corrigiu - Só não recorda dela. - revirei os olhos.
- Faremos o seguinte. - um outro encapuzado falou - Me escutem.

Depois de duas horas de ideias discutidas, comigo apenas dando algumas opiniões sobre o assunto, um plano foi finalmente bolado. Eu estava com dor de cabeça de tanto pensar e o rei indicou a mim e o Lyam um quarto para cada, disse que colocaríamos o plano em prática no dia seguinte, por isso era melhor nos prepararmos.
Quando o sol passou pelas cortinas e me despertou, eu abri os olhos lentamente e caminhei até a janela, olhei para o céu e percebi que era possível ver muitos outros planetas dali, pois estavam próximos demais. Alguém bateu à porta, olhei por cima do ombro e uma mulher me avisou que todos estavam me esperando no andar de baixo, que eu devia acompanhá-la até lá. Assenti e disse que apenas levaria alguns minutos para me preparar.
Uma armadura e uma espada foram deixados para mim no quarto, mas em vez de discutir sobre aquilo ser medieval demais, apenas vesti-os e fui para com a criada para a sala, onde o exército de Soldin me esperava junto com o rei. Todos estavam reunidos, armados e agrupados.
- É hoje, senhores. - o rei disse em voz alta para que todos o ouvissem - Vamos derrubar o império de Olten e acabar com esta guerra de uma vez por todas! - todos gritaram em aprovação.

Os guerreiros se ordenaram em filas para que pudessem entrar de forma organizada em suas naves, eu e Lyam fomos na mesma que o rei. Estávamos sentados, tensos, esperando a hora final. Enfim, tudo acabaria!
Quase duas horas depois as naves foram todas alinhadas e nós adentramos a atmosfera de Belovian, usufruindo de lasers, bombas e mísseis para pegar todos de surpresa. Eu olhei para os cidadãos gritando e chorando. Pessoas inocentes sofrendo.
- Ei, espera. - disse ao rei - Tem pessoas inocentes sendo atingidas lá em baixo, estão indefesas.
- Não são inocentes. Nenhum deles é, pois para continuarem vivos eles preferiram se corromper ao povo traidor de Olten, não são dignos de perdão.
- São culpados por preferirem a vida de seus filhos à lealdade a uma rainha? Você não tem coração?
- Compaixão por esses vermes só vai te levar à derrota, acredite em mim.

Não consegui responder, isso era ser frio demais!
A nave onde eu estava aterrissou de frente contra um castelo que parecia ser do imperador do lugar. O estrago foi enorme, mas imediatamente todos os soldados desceram, partindo contra os belovianos com espadas e machados. Eu corri por entre eles, de alguma forma, eu sabia exatamente como me defender, pois todos que tentaram me atingir eu vos neutralizei, usando apenas minha espada. O campo de batalha ficou mais distante, então alguns soldados que restaram e eu caminhamos em direções diferentes, um deles disse que sabia onde ficava os aposentos de Olten e era lá para onde estávamos nos direcionando. Um nervoso tomou conta de meu estômago, pois estava chegando a hora.
Eu vi uma luz em um corredor escuro ao leste, mas os soldados continuaram caminhando para o oeste.
- Não, tem alguma coisa aqui! - nenhum deles me ouvi - Droga! - andei em direção à luz, franzindo o cenho. Era minha esposa, presa em uma jaula.
- Até que enfim nos reencontramos... - ouvi uma voz atrás de mim e me virei. Era um homem muito parecido comigo, mas aparentava mais novo - Lembra de mim, irmão?



Depois de muito, mas muito tempo pensando eu FINALMENTE consegui escrever o penúltimo! E aí, gostaram?? Se não podem falar, tá? Eu to querendo sempre melhorar pra vocês! :)
E, ah, sim, a próxima fic, eu tenho muito orgulho de dizer que será.... Damned Blood! \o/ \o/
Ela já está prontinha, ficou ótima, modéstia à parte. hehehe Vocês sabem que eu não sou muito de gostar das minhas fics! Mas ok, assim que eu terminar de postar WATL, venho com DB! <3 e com um lay novo! ;))
Beijoos
Respostas :)

6 comentários:

  1. Posso chorar?
    Como assim penúltimo capitulo?
    Cara essa fic é tão perfeita.
    Posta logo o ultimo capitulo.

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    1. own, não chora, amore! :/
      obrigada! :))
      Postado! \o/

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  2. encontro de irmão *0*
    que perfeito
    posta looogooo
    beijos minha flor

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    1. Obrigada, linda! *--*
      Postadooo kkk
      Beijos :D

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  3. Heyy
    Eu acho que vou... chorei!
    Ainda estou me preparando psicológicamente para o último capitulo kk
    Amo brigas de família, mas elas sempre me deixam sentimental :3
    Eu sabia que ele e a Damara tinham um laço familiar, ha!
    Damned blood <3
    Você conseguiu reescrever como era ou teve que mudar muita coisa? Eu amo de paixão aquela fic!
    P.s.: ainda quero esfaquear o cara que roubou seu not kkk ~brinks
    Você que vai fazer o lay novo? Amoo seus layouts.
    Posta logo o/
    Beijoos!

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    1. own, não chora não, linda!
      kkk e essa briga foi suficiente?? kkkkk
      ah, eu nunca consigo enganar você, né? kkkkkkk
      Olha, até que foi uma coisa boa o cara ter me roubado o notebook porque eu pude perceber que a versão original estava muito criança e, apesar de as coisas terem mudado nessa nova versão, eu to muito mais satisfeita com essa! :DD
      Own, amore, eu ia colocar um lay liberado de um blog, mas me darei ao trabalho de fazer um só por sua causa! *---*
      Postado! Bejooss

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